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Conhecendo seu professor: Chico Neto

Quem o vê de longe, pode se intimidar. O cara parece não ser dos mais amistosos. Mas, basta um mínimo contato que seja para se ver que se trata de alguém super legal, acessível e acolhedor. Ele tem um passado de sucesso como esportista e, nas poucas horas vagas, curte espairecer sobre duas rodas. Vê na família a base da sua vida, e nas salas de aula alguns dos seus melhores lugares no mundo. Esse é Francisco Neto (Chico Neto, como é conhecido), professor de Biologia do Colégio CEV.  

No mundo dos esportes ele foi praticante de destaque no judô, no jiu-jitsu, no rúgbi, no tiro esportivo e no boxe. Mas, a partilha de conhecimento não tardou a se mostrar como a fonte mais promissora da sua realização profissional e pessoal: “Eu era atleta de judô, cheguei a ser professor da modalidade (no ensino infantil). Depois, fui convidado para ser professor de Ciências do colégio”, diz. A opção pela Biologia se deu no 2º ano. E a sua primeira aula se converteu num dos maiores e mais prazerosos desafios da sua vida: “Quando estava estagiando no laboratório, recebi um convite para ser monitor num colégio particular. Decidi aceitar o convite. Aí, pouco tempo depois, me ligaram dizendo que haveria uma reunião. Eu não sabia do que se tratava. Mas, na hora combinada, compareci. A coordenadora queria que eu fosse substituir meu pai, por uma aula, no colégio”. Seu pai sempre foi seu ídolo. E, também por isso, o peso da responsabilidade se fez imenso. Entretanto, mesmo receoso, ele decidiu enfrentar os obstáculos, e o resultado final não poderia ter sido melhor: “Passei mal. Mas, é aquela coisa... acabei indo, mesmo nervoso. Pensei em todos os professores que admirava e busquei seguir uma linha certa. Lembro-me que o assunto em questão era referente à genética. Escrevi coisas no quadro e esperei que eles copiassem. Logo teve gente que não entendeu o que eu expliquei de primeira vez e eu refiz a explicação. Tirei dúvidas. Quando vi que todos aqueles alunos estavam a minha frente, e que eu estava sendo responsável por compartilhar conhecimentos com eles, logo me identifiquei com a profissão. Foi amor à primeira aula”, afirma. 

Chico Neto vem de uma família quase inteiramente composta por professores e esse fato, certamente, teve um importante papel na descoberta da sua vocação. Com efeito, a importância da convivência junto àqueles que mais ama foi muito além do que se pode verificar no desenvolvimento do seu âmbito profissional: “Minha família é a base de tudo, especialmente no que se refere ao meu pai e a minha madrasta. Eles lutaram muito por minha educação. Se não fosse pela insistência especialmente do meu pai (que sempre foi um indivíduo afetivo e disciplinador) eu seria uma outra pessoa. Possivelmente, uma que não teria os melhores princípios e a melhor conduta. Como ele diz, é preciso educar com rigidez e ternura”, assegura.

Dessa forma, sendo alguém que é prova viva da relevância que a família tem no desenvolvimento do lado humano de todo ser, ele faz um importante reforço na imprescindível parceria que deve ser buscada entre a escola e a família: “O fato de sermos criticados por fazermos coisas que temos que fazer, como por exemplo, chamar a atenção de um aluno que se encontra disperso é algo que atrapalha um pouco nossa profissão. Muitas vezes, a família não anda de mãos dadas com o professor visando o bem comum do aluno. Ambos deveríamos sempre ter o mesmo intuito”, frisa. 

Chico Neto vislumbra muita coisa boa pela frente, e, sendo alguém que é tão apegado a foco e determinação, tudo que ele deseja é apenas uma singela questão de tempo para ser realizado: “Eu não tinha um plano quando comecei. Mas, de uns 3 anos para cá, eu me propus uma meta de me tornar referência não só regional, mas, nacional nos assuntos referentes à minha área. Eu já me sinto realizado, mas, quero mais. O futuro está se encaminhando para novas dinâmicas de aula, para um ensino mais ativo (por meio do qual se verifica, dentre outros benefícios, a aliança perfeita entre teoria e prática) e eu quero ser um protagonista também desse contexto digital”, relata. 

Em suas aulas, há espaço para tudo. Mas, claro, sempre havendo um equilíbrio entre os parâmetros descontração e seriedade: “Tem que haver respeito, limites. Mas, também, tem que haver aproximação (entre professor e aluno) ”, explica. Seu (pouco) tempo livre, por sua vez, é aproveitado de forma variada e, claro, divertida: “Sou membro de Moto Clube. Quando não estou com a família ou estudando, estou conhecendo lugares, viajando sobre duas rodas”, finaliza.

Gostou? Pois, nos diga que outras histórias você quer conhecer acerca dos nossos professores! Sua sugestão é muito importante para nós, e, em breve, pode ser concretizada aqui neste espaço!